Bolo de maçã e amêndoas (adoçado com passas)

sexta-feira, 17 de março de 2017

Tenho feito algumas experiências no mundo dos bolos adoçados apenas com frutas secas. Eu as faço pensando em minha mãe, que doma a resistência à insulina com uma alimentação muito cuidadosa e atividade física regular.

Há pouco tempo postei aqui o bolo de banana adoçado com tâmaras que conseguiu a façanha de ganhar o coração do Gabriel e de seu vovô, dois comensais dos mais exigentes. Hoje, apresento um outro bolo, igualmente saboroso - um pouco menos doce que o de tâmaras, é bem verdade. Mas muito bom!

A receita foi adaptada de uma criada pela Camila, do @feitocom.amor. Apesar de não conhecê-la pessoalmente, tenho a sensação de que a Camila é daquelas pessoas que deixam a gente de coração quentinho, de tanta doçura. Além disso, é uma boleira de cair o queixo.

Optei por cortar a maçã do recheio em meia-lua e colocar os pedaços na vertical, enterrados na massa, inspirada em uma receita de bolo de maçãs que vi por aí. Adorei a ideia! A maçã não fica acumulada no fundo nem em um canto ou outro do bolo. Cada fatia tem o seu quinhão. Eba!

Bolo de maçã e amêndoas
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

3 ovos
1 maçã grande sem sementes, picada (usei 3 pequeninas da Turma da Mônica)
1/2 xícara de óleo de canola
3/4 de xícara de passas brancas*
1 colher (chá) de canela
1 1/4 de xícara de amêndoas cruas, com pele* (quantidade aproximada)
2 colheres (chá) de fermento
1 maçã grande em cortada em meias-luas (usei 4 pequeninas da Turma da Mônica)

Modo de preparo:

Nesta receita, vamos usar as amêndoas com pele. Assim, se quiser, lave-as rapidamente, escorra bem e seque com um pano de prato limpo ou papel toalha antes de empregá-las. É muito importante que elas estejam secas antes de serem trituradas, ok?

Ligue o forno a 180ºC. Unte uma forma de bolo inglês média. Forre-a com papel manteiga, deixando sobras dos lados, e unte o papel também.

Triture as amêndoas - com pele e tudo -  no liquidificador até que virem uma farinha. Peneire essa farinha para uma tigela grande, devolvendo os pedaços mais grossos para o copo do liquidificador. Meça quanto deu. Se já tiver chegado a 2 xícaras de farinha, pode parar por aí. Do contrário, adicione mais um pouco de amêndoas inteiras ao copo do liquidificador e repita o procedimento. Ah, não descarte os pedacinhos que sobrarem na peneira, você pode incorporá-los à massa ou usá-los para cobrir o bolo antes de levar ao forno.

Volte ao liquidificador. Depois de remover os restos das amêndoas, junte 3 ovos, a maçã picada, as passas, o óleo e a canela. Bata muito bem até ficar homogêneo.

Verta o conteúdo do liquidificador sobre a farinha de amêndoas. Com uma colher de pau ou espátula de silicone, misture delicadamente até ficar uniforme. Adicione então o fermento e mexa até incorporar.

Despeje a massa na forma preparada. Alise a superfície com uma espátula de silicone. Distribua por cima a amêndoa grosseiramente triturada que pode ter sobrado. Distribua as meias-luas de maçã por todo o bolo, espetando-as verticalmente e até o fundo da assadeira (quando o bolo cresce, elas sobem um pouquinho). Polvilhe um pouco de canela sobre o bolo, se quiser.

Leve ao forno até que o bolo doure e passe no teste de palito. Deixe que ele esfrie sobre uma grade antes de desenformar. Use as sobras de papel manteiga para ajudar a removê-lo (o bolo tem textura delicada e pode não curtir muito sair da forma).

Sirva em temperatura ambiente. Sirva com um fio de mel, se quiser. Este bolo se conserva bem por até 2 dias na geladeira. É bolo com frutas frescas, sem o poder conservante do açúcar, daí ser mais perecível.

Bolo de maçã e amêndoas

Observações finais:

* Se preferir uma farinha de amêndoas mais clarinha, use amêndoas sem pele.

* Se quiser, pule toda a etapa de triturar e peneirar e use 2 xícaras de chá de farinha de amêndoas comprada pronta. Eu não recriminaria você ;-)

* Passas brancas tendem a ser menos doces que as pretas. Assim, prove e veja se não é necessário acrescentar um pouco mais delas à sua massa até ficar doce como você gosta. Ou, se você não se importar de ter um bolo de massa mais escura, use passas pretas. Elas, sim, são super doces.

* Eu usei 2 formas descartáveis pequenas de bolo inglês e sobrou massa para 3 bolinhos do tamanho de empadas médias (como o bonitinho da foto acima).

* Para quem não está no Brasil, aqui se vendem pacotes de 1 kg de maçãs pequeninas, tipo gala ou fuji, decorados com personagens infantis (Turma da Mônica, Mickey Mouse e Senninha são alguns exemplos).

Bolo de fubá da Akemi - o melhor que eu já comi

sexta-feira, 10 de março de 2017

Bolo de fubá

Há um tempinho, no Instagram do blog, pedi sugestões do que fazer com um fubá triturado em moinho de pedra que o hômi me trouxe de uma viagem. Recebi muitas sugestões deliciosas - broinhas, polenta, bolinhos fritos, uma loucura. E a Lica deu a sugestão definitiva - "por que você não dá uma olhada nos bolos de fubá da Akemi?".

Quem frequenta a blogosfera brasileira há pouco tempo talvez não tenha chegado a conhecer, mas Clarice Akemi é uma das blogueiras mais talentosas e generosas que passou por essas bandas. Seu blog, o Pecado da Gula, está sem atualização há algum tempo, mas o acervo de receitas continua afiadíssimo. Recomendo de olhos fechados qualquer receita de lá.

Acontece que a Akemi é uma grande fã de bolo de fubá. Essa paixão virou uma busca incansável pela melhor receita de bolo de fubá de todas. Daí que, há quase 10 anos (9 anos, 11 meses e 2 dias, para ser mais precisa), essa busca chegou ao fim. Akemi finalmente chegou à receita definitiva de bolo de fubá. E, olha, depois de provar esse bolo, eu posso dizer que é a definitiva para mim, também.

É disparado o melhor bolo de fubá que eu já comi na vida. É fofo, é úmido, é doce na medida... um sonho. E, de quebra, é bem rapidinho de fazer.

Faça-se esse carinho. Faça esse bolo hoje. De nada, tá ;-)

Bolo de fubá.
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

4 ovos médios
270 g de açúcar
150 mL de óleo de sabor suave (usei óleo de coco porque adoro o sabor)
110 g de farinha de trigo
130 g de fubá
1 garrafinha de 200 mL de leite de coco
10g/1 colher (sopa) de fermento químico em pó
1 pitada de sal

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma (usei a assadeira recomendada pela Akemi: uma retangular de 24x18cm).

Peneire juntos a farinha, o fubá, o sal e o fermento. Misture-os com um fouet até ficar bem uniforme.

Coloque o leite de coco para esquentar até ferver. quando isso acontecer, desligue o fogo.

Na tigela da batedeira, adicione os ovos e bata rapidamente. Acrescente o açúcar e bata em alta velocidade até obter um creme fofo e pálido. Adicione o óleo em fio, aos poucos, batendo sem parar.

Desligue a batedeira e peneire os ingredientes secos mais uma vez, agora sobre a massa. Ligue a batedeira em velocidade bem baixa (ou, ainda, misture à mão, com um fouet). Acrescente o leite de coco aos poucos, mexendo até incorporar. A massa vai ficar bem líquida, não se espante.

Verta a massa na forma e bata-a sobre a bancada para eliminar bolhas de ar. Leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até a superfície corar. Abaixe então a temperatura para 160ºC e deixe por mais 20 a 30 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito.

Tire do forno e espere 5 minutos antes de desenformar (eu não desenformei, deixei esfriar sobre uma grade e então cortei-o em pedaços).

Observações finais:

* Converti as medidas para gramas e mililitros para facilitar minha vida (e a sua). Minha xícara medidora é maior do que a da receita original e eu me atrapalharia se tivesse que converter as medidas todas as vezes.

* Usei leite de coco por conta dos meus convivas intolerantes à lactose. Mas a receita original usa leite de vaca.

Bolo de banana adoçado com tâmaras

sábado, 4 de março de 2017

Como você faz para evitar que as castanhas, frutas secas e farinhas fiquem rançosas ou bichadas? As de uso rápido (isto é, que eu consumo em mais ou menos 2 meses), guardo em temperatura ambiente, em potes hermeticamente fechados protegidos de luz e calor.

Mas as farinhas, castanhas e frutinhas que eu uso com menos frequência, essas moram na geladeira. "E tem tanto espaço assim na sua geladeira?". Infelizmente não. Fica tudo imprensado no fundão.

Claro que, de vez em quando, eu descubro alguém que ficou para trás (literalmente) e acabou esquecido. Foi o caso de um pacote de tâmaras intocado. Quando eu o encontrei, estava à beira de vencer.

Fucei a internetz e encontrei uma receita que usaria todo o pacote (eba). Bolo de banana, que eu quase nem gosto. O problema é que a receita tinha uma pegada mais 'natureba' - tinha farinha integral e sementes e era adoçada apenas com frutas e xarope de bordo. Alice e o pai não comeriam nem amarrados. Gabriel provavelmente se juntaria a eles e torceria o nariz.

Preparei a receita numa manhã de domingo e levei para o lanche da tarde na casa da minha mãe. Tirando quem eu já sabia que não gostaria, o bolo foi um sucesso! Todos nós adoramos. Gabriel chegou a repetir. 2 vezes. #todascomemora 

É um bolo muito úmido e perfumado, e não há quem diga que não leva açúcar. Da próxima vez que eu o preparar, quero decorá-lo com fatias ou rodelas de banana por cima, pinceladas com xarope de bordo. Eu gosto de bolos bem 'bananudos' e achei que o sabor da banana ficou um tanto discreto.

Bolo de banana adoçado com tâmaras
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

1 xícara de farinha de trigo integral
1/2 xícara de farinha de trigo comum
2 colheres (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de canela em pó
3/4 de colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/4 de colher (chá) de sal
2 ovos grandes
1 xícara de bananas maduras amassadas (2 a 4 bananas, dependendo do tamanho - amasse-as e vá juntando em na xícara medidora até enchê-la)
1 xícara de tâmaras sem caroço, grosseiramente picadas
1/2 xícara de óleo de canola
1/4 de xícara de xarope de bordo 100%*
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
3/4 de xícara de sementes de girassol sem casca*

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma média de bolo inglês (eu usei duas formas descartáveis de tamanho diferente - equivalentes a uma média e uma pequena). Ferva 1 xícara de água filtrada, despeje em uma tigelinha e coloque as tâmaras de molho por uns 15 minutos, caso estejam ressecadas.

Em uma tigela grande, misture as farinhas, o fermento, a canela, o bicarbonato e o sal com um fouet. Reserve.

Depois de escorrer as tâmaras, coloque-as no copo do liquidificador junto com os ovos, o óleo, a banana, a baunilha e o xarope de bordo. Pulse até que as tâmaras fiquem trituradas, mas em pedaços visíveis.

Derrame o conteúdo do copo do liquidificador sobre os ingredientes secos e misture com uma espátula de silicone até ficar tudo bem combinado. Adicione 1/2 xícara de sementes de girassol e envolva com a espátula.

Despeje a massa na(s) assadeira(s) preparada(s), alise a superfície e salpique com o restante das sementes de girassol.

Leve ao forno até que o bolo fique bem bronzeado e forme uma bela 'corcova' no centro (desculpe, não encontrei expressão melhor). No teste do palito, ainda haverá migalhas úmidas - são elas o que queremos. Algo entre 48-55 minutos.

Retire o bolo do forno e deixe esfriar em uma grade por 15 minutos, se tiver intenção de desenformá-lo. Sirva em temperatura ambiente.

Observação final:

* Desculpe, não consegui fazer uma foto decente sequer da fatia do bolo. Mas ela fica bem úmida, escura e fofinha.

* Usei xarope de bordo porque tinha uma garrafa velhinha na geladeira. Mas, se não tiver em casa, pode usar a mesma quantidade de mel de sabor suave ou, mesmo, melado de cana.

* Usei sementes de girassol, mas a receita original usava nozes, que eu não curto tanto. Use as sementes e/ou castanhas que mais gostar. Eu pretendo usar castanha-do-pará numa próxima vez.

Tortinhas salgadas de frango e milho

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Um exército de tortinhas salgadas

Esta receita é daquelas bem facinhas, que a gente prepara à mão ou no liquidificador e recheia com o que houver na geladeira. Mas ela ficou tão boa, mas tão boa, que decidi compartilhar com vocês. Apesar de já ter aqui uma receita de torta salgada de liquidificador, resolvi testar a da Tati, do Panelaterapia.

Precisei fazer algumas adaptações. Como eu a levaria a um piquenique com gente com intolerância moderada a lactose, suprimi o queijo parmesão da massa (salpiquei só um pouquinho sobre cada tortinha). Também troquei o leite por água.

Como a Tati, assei em forminhas médias para empada, descartáveis (com capacidade para 100 mL). E usei o recheio como cobertura - em vez de fazer uma camada de massa, colocar recheio e cobrir com mais massa, eu simplesmente enchi as forminhas de massa e coloquei o recheio por cima. Com tortinhas pequenas, funciona melhor assim.

Ai, gente, que coisinha melhor do mundo. Fica tão levinha e saborosa! Confesso que comi três, uma atrás da outra, enquanto produzia as fotos (só não comi mais porque tinha que sobrar para o piquenique). Façam e vejam se não é delícia demais!

Torta salgada no pratinho
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

Para a massa:
200 mL de água
100 mL de óleo vegetal de sabor suave ou azeite (usei óleo)
3 ovos
1/2 xícara de farinha de trigo integral
3/4 de xícara de farinha de trigo comum
Sal e pimenta do reino a gosto
1 colher (sopa) de fermento químico em pó

Para um recheio igual ao que eu fiz:
1 lata de milho verde em água e sal (drene bem o líquido)
150 g de frango grelhado cortado em cubinhos pequenos
1/3 de uma cebola média bem picadinha
6 tomates-uva grandes, bem picadinhos (escorra um pouco do excesso de líquido deles)
10 azeitonas verdes sem caroço, picadinhas
3 colheres (sopa) de salsinha picada
1/2 colher (sopa) de orégano seco
3 colheres (sopa) de azeite
Sal e pimenta-do-reino moída a gosto

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Em uma assadeira grande, distribua 13 forminhas de empada de tamanho médio.

Em uma tigela média, misture todos os ingredientes do recheio. Reserve.

No copo do liquidificador, adicione todos os ingredientes da massa, com exceção do fermento, na ordem em que estão listados. Bata bem até obter uma mistura lisa e uniforme.

Encha as forminhas com a massa até 2/3 da capacidade e cubra com o recheio (deve dar um pouco mais do que 1 colher de sopa de recheio). Se quiser, salpique um pouco de queijo parmesão ou moa uma pimentinha do reino por cima.

Leve ao forno por uns 25 minutos até que a massa fique assada e corada. Sirva como lanche ou refeição leve, acompanhada de uma saladinha.

Tortinha cortada ao meio
Apesar de ser colocado por cima, o recheio fica bem distribuído pela massa porque a tortinha é pequena. 

Observações finais:

- Minhas tortinhas deram uma murchada porque o gás acabou 20 minutos depois que elas entraram no forno. Elas terminaram de assar com o calor residual do forno. Ficaram mais baixas, mas muito fofas.

- Na receita original, a Tati usou o copo de requeijão como medida. Como eu não confio muito na precisão desses copos (há tantos modelos diferentes!), estou dando a receita adaptada à xícara-padrão de 240 mL.

- Substituí parte da farinha de trigo comum por farinha de trigo integral porque tinha um restinho dando bobeira na despensa. Dá certo usar só farinha comum? Sim. Dá certo usar só integral? Provavelmente, vale a pena arriscar.

- Quer testar outras opções de recheio? Siga em frente! Certifique-se apenas de usar um volume parecido de ingredientes. E dê preferência àqueles que não soltam muito líquido para não 'embatumar' a massa.

Pão de 'beijo'

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ao meu redor, tenho descoberto cada vez mais gente que não se dá bem com um ou outro alimento. Se eu já gosto de cozinhar para as pessoas queridas, fazer com que elas consigam comer algo decente apesar das restrições a que estão sujeitas é um desafio que eu sempre topo.

Foi assim que eu resolvi encarar mais uma das grandes heresias culinárias dos tempos atuais: o tal do pão de 'beijo'. Pra quem ainda não ouviu falar, é um pão de queijo, só que sem queijo - e sem leite, e sem ovos. Parece terrível, né. Mas, acredite, é melhor do que você imagina.

Preparei uma receita deles, boleei e levei para assar na casa da minha mãe. Tiramos do forno uma assadeira cheinha e eles desapareceram num instante, tendo sido aprovados inclusive pelo mais exigente dos degustadores: o hômi e sua mineirice. Segundo ele, não é pão de queijo nem aqui nem em Juiz de Fora, mas é um lanchinho bem bom.

Pão de beijo
Receita ligeiramente adaptada daqui

Ingredientes:

290g de purê de mandioquinha (batata-baroa, mandioquinha-salsa)
2 xícaras de polvilho doce
1/2 xícara de polvilho azedo
1/3 xícara de azeite ou óleo vegetal e/ou azeite extra-virgem
1/4 de xícara de água morna (usei a água do cozimento da mandioquinha - reserve-a e acrescente quanto for necessário)
1 colher (chá) de sal - ou mais, ao seu gosto
Opcionais, mas muito recomendados: orégano seco e qualquer outro temperinho que você curta

Modo de preparo:

Descasque a mandioquinha, pique em pedaços, cozinhe até ficar macia e amasse com um garfo, com ela ainda quente. Meça algo em torno de 250 a 290 g de purê (entre 1 1/2 xícara a 2 xícaras) e coloque em uma tigela grande. Lembre-se de reservar a água do cozimento!

Na tigela da mandioquinha, adicione os polvilhos e o sal. Vá trabalhando com as mãos até ficar o mais homogêneo possível. Adicione então o óleo/azeite e 2 colheres de sopa da água reservada. Trabalhe mais a massa. Está seca? Adicione mais água. Ficou mole demais? Acrescente um tiquinho a mais de polvilho doce. Seu objetivo é obter uma massa macia, lisa, fácil de bolear. 

Ligue o forno a 180ºC. Se quiser, pode forrar a assadeira com papel manteiga ou alumínio só para não sujá-la, mas não precisa, eles não grudam. 

Modele bolinhas do tamanho de uma noz. Acomode na assadeira e leve ao forno por meia hora, mais ou menos, ou até que elas rachem e fiquem coradas (não vão ficar douradas como os pães de queijo, já que não têm queijo ou ovos). Sirva imediatamente.

Pão de beijo - fica puxa-puxa
Tá vendo isso? Ele também tem textura puxa-puxa :-)

Observações finais:

- A quantidade de água necessária pode variar dependendo da sua mandioquinha. Pra mim, foi preciso acrescentar quase 3 vezes mais água do que o recomendado na receita original.

- Segundo a autora da receita, se não houver necessidade de evitar laticínios, dá para acrescentar 2 colheres (sopa) bem cheias de queijo meia cura ralado. Fica mais saboroso e nutritivo.

- Esta receita não leva ovos. Assim, se você não acrescentar queijo, vai poder prepará-la para veganos.

- Aproveite que a massa não tem nada que ofereça risco se consumido cru e prove, ajustando sal (e ervinhas) de acordo com o seu paladar.

- Você pode optar por usar somente um óleo de sabor suave, somente azeite ou uma mistura dos dois. Usei azeite puro e achei que o sabor ficou bem evidente, mas não me importei com isso, pois gosto.

- Testei rolar alguns dos pãezinhos nas mãos untadas com azeite e, em seguida, passar por um pouco de parmesão ralado antes de levar ao forno. Dá um gostinho a mais e deixa simpatiquinho (como na foto).

- Não encontrou mandioquinha por aí ou está achando o preço abusivo? Tente usar batata-inglesa, batata-doce, mandioca, taro. Faça um purê macio e, eventualmente, ajuste a quantidade de polvilho, de água e de sal. Eu pretendo fazer esse teste e acrescentar um pedacito de abóbora cozida para dar uma corzinha.

Salada de abobrinha, pera e erva-doce

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mais uma salada de abobrinha? Sim! Gostei tanto de comer abobrinha crua que quis repetir a experiência em outra receita. Esta, do Jamie Oliver, tinha grande chance de me agradar, com o toque adocicado da pera. Mas havia um endro no meio do caminho.

Endro, conhece? Ele também é chamado de dill. É a erva bonitinha e descabelada que aparece na foto. O danado não foi fácil de achar. E sabe do que mais? Acabou sendo o único detalhe que eu não curti na salada.

Mas, como a combinação abobrinha + pera + molho de iogurte e hortelã ficou muito boa, resolvi repetir a receita com erva-doce, minha amada erva-doce. Nooooossa que coisa boa.

Daí que eu sugiro a você: Dê uma chance a esta salada. Se você curtir endro, segure na mão do Jamie e vá em frente. Se não curtir, faça como eu: aposte na erva-doce. Pode acrescentar só as folhinhas, como foi feito com o endro. Mas eu recomendo que você adicione também um pouco da parte branca, cortada fininho. Fica mara.

Salada de Abobrinha, Pera e Endro
Receita livremente adaptada daqui

Ingredientes (para 3 a 4 pessoas):

Para a salada:
1 abobrinha italiana média
1 pera grande
1 punhado de folhinhas de erva-doce/funcho
1 'pétala' do bulbo da erva-doce/funcho (a parte branca)

Para o molho:
4 colheres (sopa) de iogurte natural
1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco
1 colher (chá) de mostarda Dijon
1 colher (sopa) de folhas de hortelã fresco
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Para servir:
Folhas da sua hortaliça preferida (eu usei radicchio)
Castanha tostada e moída (a que você mais gostar - opcional)

Modo de preparo:

O primeiro passo é cortar a abobrinha em rodelas bem finas (use uma mandolina). Salpique sal e deixe descansar por 15 minutos. Passado esse tempo, esprema as rodelas com delicadeza para que elas soltem água. Solte as fatias umas das outras e reserve.

Fatie a pera finamente, deixando as fatias em água com algumas gotas de vinagre branco ou suco de limão. Reserve também.

Por fim, destaque os raminhos das folhas de erva-doce. Fatie finamente o bulbo também.

Agora, prepare o molho. Junte todos os ingredientes (menos o sal) no copo do mini-processador e bata até ficar uniforme. Prove e acerte o sal. Não tem mini-processador? Sem problema! Numa tigelinha, combine o iogurte, o vinagre e a mostarda. Acrescente o hortelã picado bem fininho e a pimenta moída. Misture bem, prove e acerte o sal.

Escorra as fatias de pera e combine-as à abobrinha e à erva-doce, misturando tudo delicadamente com as mãos. Disponha a salada no prato de servir, sobre uma cama de folhas. Regue com o molho, salpique as castanhas e sirva em seguida. Ou, se preferir, deixe molho e castanhas à parte, para que cada um se sirva como desejar.

Observação final:

A salada da foto ainda é a da primeira vez que preparei, com endro. Acabei não fotografando a versão com erva-doce porque a preparei à noite. Mas fica bonita igual.

Bolo de chocolate com beterraba (tamanho família)

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Há alguns dias, meus pequenos completaram 4 anos. Chega a ser engraçado como eles perderam o jeito de bebês ao longo do último ano. Mudou a composição corporal, o comprimento das pernas, o volume das bochechas. Começou uma falação sem fim, com direito a muitas histórias malucas e argumentações desconsertantes. Suas personalidades ficaram bem evidentes - assim como seus generosos corações.

Como eles já estão no pré, a escola finalmente liberou que levássemos um bolinho caseiro simples para que eles comemorassem o aniversário com os coleguinhas. Fiz seu bolo preferido: o de chocolate com beterraba, que vira e mexe pinta no Instagram. A receita, originalmente pequena, precisou passar por algumas adaptações para virar bolão.

Confesso que fiquei apreensiva quando cheguei na escola - gosto de testar as receitas quando vou oferecê-las a públicos mais exigentes, e dessa vez não tive tempo. Mas, no final, deu tudo certo. O bolo ficou ótimo e as crianças gostaram.

Bolo de chocolate com beterraba
Receita adaptada de outra desta cozinha ;-)

Ingredientes:

Para o bolo:
4 ovos
480 g de beterraba em cubos, cozida e fria
320 g de açúcar
160 g de óleo vegetal de sabor suave (eu normalmente uso de canola)
1 colher (chá) de extrato de baunilha
80 g de cacau em pó (use um de excelente qualidade!)
170 g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
1 pitada de sal

Para a cobertura:
125 mL de água
15 g de cacau em pó
100 g de açúcar cristal
75 g chocolate meio amargo picado (usei um 70% sem lactose)

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte com óleo vegetal uma forma de anel com capacidade para 10 xícaras. Polvilhe-a com farinha de trigo e reserve.

Numa tigela grande, peneire a farinha de trigo, o cacau em pó, o fermento químico e o sal. Misture bem com um fouet e reserve também.

No copo do liquidificador, junte a beterraba cozida (fria), os ovos, o óleo, o açúcar e a baunilha e bata bem até obter um creme bem liso e homogêneo (a cor é linda de morrer, mas não se anime - o bolo não vai ficar rosa).

Verta o conteúdo do copo de liquidificador sobre a mistura de ingredientes secos e envolva delicadamente até a massa ficar uniforme e cor de chocolate.

Deite a massa na forma preparada e leve ao forno. Quando sentir um cheiro divino de bolo de chocolate, comece a fazer o teste do palito. O objetivo é que o palito saia quase limpo - não precisa ser limpíssimo, esse é um bolo mais úmido. No meu forno, o tempo total foi cerca de 1 hora.

Retire o bolo do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

Enquanto isso, faça a cobertura. Numa panela média, adicione a água, o cacau em pó e o açúcar. Misture bem com um fouet para dissolver e leve ao fogo baixo até ferver (fique de olho, mexendo sempre, pois a calda sobe quando ferve - mas calma, ela abaixa depois).

Passados uns 10 minutos de fervura, a calda estará espessa como aquelas industrializadas, para sorvete. Desligue o fogo e adicione o chocolate, mexendo até ficar uniforme.

Desenforme o bolo no prato de servir e derrame sobre ele a calda ainda quente. Deixe esfriar até chegar à temperatura ambiente.

Observações finais:

* Fiz o bolo sem leite ou derivados porque Alice tem uma leve intolerância à lactose.

* Meus filhos estão acostumados com chocolate amargo, mas algumas crianças estranharam o paladar menos infantil da cobertura. Assim, se for servir este bolo para crianças, avalie a necessidade de colocar mais açúcar na cobertura (ou de trocar o cacau por chocolate em pó). Um chocolate mais doce também pode funcionar.

Printfriendly